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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cinco HQS da Disney que dariam bons filmes

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Em 2007, a DC Comics teve a ideia de transformar “A Morte do Superman” – uma das histórias em quadrinhos mais lembradas dos anos 90 – em um filme animado. O resultado agradou os fãs e deu o sinal verde para a produção de mais um monte de adaptações de HQs aclamadas, como ''Batman contra o capuz vermelho'' e ''Grandes Astros: Superman''. São filmes lançados apenas em vídeo, mas que às vezes são até melhores que os blockbusters exibidos nos cinemas.

A Disney também adorava lançar umas animações diretamente em DVD e Blu-ray até pouco tempo atrás. Só que geralmente eram continuações não muito queridas pelos fãs do estúdio. E se, em vez disso, clássicos dos quadrinhos disneyanos também fossem apresentados para um público mais amplo, seguindo o modelo da DC? Já passaram pelas páginas de revistas como a do Tio Patinhas um monte de sagas e aventuras inesquecíveis. Não seria interessante se algumas delas fossem transformadas em filmes?


Aqui vão alguns exemplos de histórias que poderiam migrar do papel para as telas. [...] Claro que existem histórias bem mais histórias marcantes que as citadas aqui, então, se você se lembra de outras, é só falar nos comentários.

A Saga do Tio Patinhas



A Saga do Tio Patinhas é com certeza uma das histórias em quadrinhos mais ambiciosas já feitas no universo Disney. Coube a Don Rosa, brilhante discípulo de Carl Barks (criador do Tio Patinhas), a missão de garimpar “fatos” espalhados por um monte de histórias escritas por Barks e assim montar a biografia do pato mais rico do mundo. Missão ingrata, pois personagens como Patinhas não são muito “biografáveis”. Muitas vezes as informações sobre ele nas histórias se contradiziam, afinal, a preocupação de Barks era apenas levar algumas páginas de diversão para os leitores, e não criar uma cronologia plausível para a vida do pato.

Mas Don Rosa não só conseguiu costurar cada passo de Patinhas rumo à fortuna como criou uma história envolvente que poderia virar um bom filme. Na verdade não um, porque teriam que fazer pelo menos uma trilogia para resumir direito a vida do tio do Donald. O personagem já passou por tanta coisa que mais tarde Don Rosa até criou uns capítulos extras para a biografia! Então poderíamos ter o primeiro filme mostrando sua infância na Escócia e suas aventuras iniciais em busca da riqueza, o segundo com sua vida no garimpo e a conquista do ouro, e o último indo da sua chegada a Patópolis até aquele natal de 1947 em que conheceu os sobrinhos.

Tirando a série DuckTales, o Tio Patinhas nunca teve a atenção merecida fora dos quadrinhos, então uma versão animada da Saga realmente cairia bem para ele.

O Lemingue e a Correntinha 



Esta lista não estaria completa sem uma história do mais importante artista dos quadrinhos Disney. Carl Barks escreveu várias histórias em que Patinhas e seus sobrinhos caçavam tesouros ou enfrentavam os Irmãos Metralha, mas “O Lemingue e a Correntinha” é legal porque põe toda a fortuna do quaquilionário nas mãos – ou melhor, no pescoço – de um simples bichinho. A correntinha que guardava o único papel com a combinação para abrir o cofre do Patinhas está no pescoço de um lemingue. O problema é que o bicho vai parar na Noruega, onde milhares de lemingues costumam se reunir numa marcha suicida rumo ao mar gelado da Escandinávia.

Essa marcha dos lemingues não é fruto da imaginação de Barks – o artista leu sobre isso numa edição da National Geographic (revista cujas matérias serviram de base para várias histórias suas) e sentiu que aquilo podia ser uma boa ameaça à fortuna de Patinhas. Realmente foi – e ainda que esta história não tenha a participação de vilões icônicos como os Irmãos Metralha nem nada assim tão importante, ela é bem divertida.

Pateta faz História 


“Pateta Faz Historia” é uma antiga série de quadrinhos em que o Pateta contava histórias estando no papel de grandes personalidades, então ele foi Guilherme Tell, Leonardo Da Vinci, Beethoven, Cristóvão Colombo, entre vários outros. Nenhuma história daria um longa-metragem, mas TODAS dariam curtas maravilhosos. Bastaria filmar quadro-a-quadro, as histórias eram magnificas. 

Super Pato


Superpato é coisa da mente de quadrinistas europeus. Muitos leitores americanos o rejeitam, por achar que não se ajusta bem à realidade do pato essa coisa de ser super-herói. E não se ajusta mesmo, mas… e daí? O Superpato é legal demais e tem um lugar garantido no coração de quem cresceu com as histórias dele.

Para um filme, não daria para pegar uma aventura qualquer do personagem, pois muitos nem o conhecem direito… primeiro teríamos que explorar a origem dele, como acontece em todo filme de super-herói. Essa origem é abordada em “O Diabólico Vingador”, de 1969 – sua primeira história. Nela, Donald descobre que é o novo proprietário de uma mansão abandonada e lá encontra o uniforme e o diário de Fantomius, um ladrão nobre que roubava dos ricos para dar aos pobres. Inspirado nas histórias que lê, ele decide se tornar o Superpato.
O problema de tirar esse personagem do papel é que não daria pra levar a sério um super-herói com aquela voz do Donald.

História e Glória da Dinastia Pato


A “Dinastia Pato” tem um roteiro cinematográfico por si só. Começa como qualquer outra história, mostrando o relacionamento explosivo entre o Tio Patinhas e o Donald. Neste ponto é puro quadrinho. Mas depois começam a ser contadas as histórias da genealogia da Família Pato e é uma história mais bacana que a outra.

O enredo segue estilo viagem no tempo, mostrando os principais personagens de Patópolis ocupando cargos de destaque em suas respectivas sociedades. Alguns parecidos com os que ocupam atualmente em Patópolis, mas outros são verdadeiros convites a trapalhadas. Em uma das histórias, por exemplo, Pateta é um rei em busca de um novo mundo na época das grandes navegações. A desculpa dele era de que todos os grandes reinos da idade média ja tinham descoberto um novo mundo, menos o dele.

Tio Patinhas obviamente era tesoureiro de um faraó antigo, Donald foi um toureiro de Valência, enfim… várias histórias contando a genealogia até os dias atuais. É uma série bastante filmável.

Fonte: Animatoons BR



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terça-feira, 10 de abril de 2012

Tio Patinhas

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O pato mais rico do mundo, Tio Patinhas, no original ''Scrooge McDuck'', é um personagem de desenho animado criado por Carl Barks, em 1947, e licenciado pela Walt Disney Company.  
Patinhas é um idoso pato branco escocês, antropomórfico, que geralmente usa cartola, um sobrecasaco azul ou vermelho, além de óculos e uma bengala. Patinhas é o tio do Donald, e tio-avô de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Tio Patinhas, foi habitualmente desenhado pelo seu criador Carl Barks, e por Don Rosa. 
Tio Patinhas é um dos personagens mais queridos da Disney, e é conhecido pela sua fortuna, e sua mania de poupar demais sendo chamado de ''sovina'' ou ''pão-duro''.



Smyth Scrooge Benjamim McDuck, conhecido nos E.U.A como Scrooge McDuck, e aqui no Brasil por Tio Patinhas ou Patinhas; Ele ganhou o nome de Scrooge, em homenagem a outro velho sovina do romance de 1843, Um Conto de Natal: o ''Ebenezer Scrooge''. 
Em suas primeiras aparições, Patinhas era pouco caracterizado, aparecendo como um ácido, avarento e anti-herói. Mas em curtas apresentados mais tardes, e quadrinhos e animações modernas, ele é frequentemente retratado como caridoso e econômico herói, aventureiro, explorador e filantropo. 

                                                       Primeira Aparição do Tio Patinhas
Arquivo: ScroogeFirst.jpg

O tio materno do Pato Donald , fez sua primeira aparição no ''Christmas on Bear Mountain'', em dezembro de 1947, numa história escrita e desenhada pelo artista Carl Barks. Nessa história de natal, ele aparecia como um antagonista de Donald. Patinhas era barbudo, com óculos, e um razoavelmente pato rico, já idoso, apoiado numa bengala, e vivendo isolado do mundo numa mansão. 
Mas tarde, sobre sua primeira versão do Tio Patinhas, Barks refletiu: ''Scrooge em Christmas on Bear Mountain, era apenas a minha primeira idéia de um tio rico, velho. Eu tinha o feito muito velho e fraco demais. Descobri mais tarde que eu tinha que fazê-lo mais ativo. [..]''
Barks viria a alegar de que ele originalmente só pretendia usar Patinhas como um personagem recorrente, mas depois decidiu que Tio Patinhas e sua fortuna, poderiam ser úteis para motivar mais história. Carl Barks continuou a experimentar a aparência e a personalidade de Patinhas ao longo dos próximos quatro anos depois de ''Christmas on Bear Mountain''.
A segunda aparição de Tio Patinhas, foi em O Segredo do Castelo Velho (publicado pela primeira vez em junho de 1948), onde Tio Patinhas recruta seus sobrinhos para procurar um tesouro da família escondido no sombrio castelo do Downs, ancestrais das família Patinhas, na Escócia. 
A história Foxy (publicado pela primeira vez em novembro de 1948) foi a primeira história em que Tio Patinhas é chamado pelo seu título e slogan "pato mais rico do mundo".

Em 1950, Barks cria o predecessor da caixa forte de Tio Patinhas, que apareceu no ano seguinte, em 1951, como o edifício mais alto de Patópolis onde Patinhas guardava toda sua fortuna.
A ampulheta mágica, publicada pela primeira vez em setembro de 1950, foi sem dúvida a primeira história a mudar o foco das histórias de Pato de Donald para Patinhas. Durante a história, vários características foram introduzidos para Tio Patinhas.
Donald primeiro menciona nesta história que seu tio praticamente detém Patópolis, uma declaração de que o rival de Patinhas, John D. Rockerduck, mais tarde, coloca a prova. Nessa história, também tem os primeiros indícios de que ele não nasceu na riqueza. Quando ele se lembra de comprar o Hourglass em Marrocos, ou quando ele era um membro da tripulação de um navio como grumete. É também a primeira história em que Patinhas é mencionado falando outro idioma além o da sua terra natal, o Inglês; durante a história, ele fala Árabe. Mas tarde, Barks e Don Rosa, desenvolveram Patinhas como um grande conhecedor de várias línguas, falando em chines, alemão, espanhol, maia, filandes e etc, em decorrência das suas viagens feitas ao redor do mundo. 
Foi mostrado uma visão mais positiva de Patinhas em a ampulheta mágica, apesar do seu lado mais perverso está presente também.
''O Terror dos Metralhas'', publicado em 1951, introduziu aos leitores os irmãos Metralhas. Apesar de mostrar que Tio Patinhas já era familiarizado com ele. 


Chegando a este ponto, Patinhas tinha-se tornado familiar aos leitores no Estados Unidos e Europa. Outros escritores e artistas da Disney, além de Barks, começaram a usar Patinhas em suas próprias histórias, incluindo o italiano escritor Romano Scarpa  na Western Publishing. Assim, o então editor de quadrinhos da Disney, começou a  pensar sobre o uso de Tio Patinhas como protagonista, em vez de um personagem de apoio. E em seguida, decidiu lançar Patinhas em seu próprio quadrinhos auto-intitulado: Tio Patinhas

Nas histórias de Patinhas, Donald e seus sobrinhos foram lançados como seus assistentes, que acompanham Tio Patinhas em suas aventuras ao redor do mundo. Essa mudança de foco de Donald para Patinhas também se refletiu nas histórias de outros escritores contemporâneos.


Quando Carl Barks se aposentou, Patinhas foi para mão de outros artistas. Na Europa, Romano Scarpa era um dos seus principais animadores e editores. Nos Estados Unidos, o grande acontecimento foi a chegada do animador e escritor Don Rosa, em 1986, na sua história ''The Son of The Sun'', que foi nomeada ao Harvey Award, uma das maiores honrarias dos quadrinhos. Diferente da maioria dos outros escritores da Disney, Don Rosa retrava Tio Patinhas como um personagem histórico, cuja aventuras da Disney havia ocorrido nos anos cinquenta e sessenta e terminou com aposentadoria de Carl Barks em 1967. 
Os quadrinhos Tio Patinhas corre nas bancas até hoje. E Patinhas, além de viver no mundo dos quadrinhos, já apareceu em curtas animados, e extensivamente participou da série de tv ''Duck Tales'' entre 1987-1990, onde ele adota Huguinho, Zezinho e Luisinho. 
Juntamente com vários outros personagens da franquia Disney, Tio Patinhas tem desfrutado de popularidade internacional, particularmente na Europa, e livros sobre ele são freqüentemente traduzido para outros idiomas. 
Particularmente, Tio Patinhas é meu personagem predileto da Disney. Adoro suas aventuras, suas lutas para evitar que Magnólia e outros ladrões roubem a caixa forte, e o seu jeito manipulador que faz com que Donald sempre trabalhe para ele de graça. Com certeza, um personagem memorável. 



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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Carls Barks - O Rei dos Patos (atualizado!)

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Carl Barks, nasceu em 27 de março de 1901, e faleceu em 25 de agosto de 2000. Foi um grande cartunista dos Estúdios Disney, tendo criado a cidade Patópolis e algum de seus habitantes mais famosos: Tio Patinhas (1947), Gastão (1948), Irmãos Metralha (1951), Professor Pardal (1952), Maga Patológika (1961), entre outros.

É possivelmente que Carl seja o único quadrinista a ser considerado perfeito. Exagero? Roteirista, desenhista e arte-finalista de várias histórias da Família Pato dos Estúdios Disney, e pintor extraordinário, Barks foi responsável por fazer mais que definir a personalidade de seus personagens e alçá-los ao estrelato. Pode se dizer que ele humanizou o Pato.


De acordo com a descrição de Carl de sua infância, ele era uma criança bastante só. Seus pais possuíam uma milha quadrada (2,6 km²) de terra que serviu como sua fazenda. O vizinho mais próximo vivia a meia milha (800 m), mas ele era mais como um conhecido dos pais de Barks do que um amigo. A escola mais próxima ficava a aproximadamente duas milhas (3 km) e Carl tinha que caminhar aquela distância diariamente. A área rural tinha poucas crianças, porém, e Barks se lembrou que sua escola só tinha mais uns oito ou dez alunos.


A maior parte da reclusão de Carl era passada em sua biblioteca, já que os livros eram uma paixão que o acompanhava desde a infância. E graças a eles o desenhista pode praticamente recriar civilizações antigas que eram pano de fundo para as viagens do Tio Patinhas. O artista costumava dizer que viajara o mundo inteiro graças a seus livros, e tinha boas recordações de todos os lugares que "visitara". Seu detalhismo ao retratar templos ou monumentos criava paisagens tão verossímeis e belas que pareciam ser a transposição de uma foto acrescida da emoção da arte. Em outras ocasiões, essa profundidade decorria exclusivamente de sua imaginação, pois lugares nunca descobertos pelo homem moderno como as minas do rei Salomão ou a sala do tesouro do rei Minos I da Grécia - ou até paisagens mitológicas como Asgard ou Cólquida e paragens de sua criação, como a fantástica Quadradópolis - sugeriam uma notável impressão de realidade e familiaridade. Entretanto, essa captação das imagens que pareciam vívidas apenas em nosso inconsciente não era o único destaque no traço do artista. Os patos ganharam em suas mãos, um visual mais simpático e carismático, ficando mais gordinhos e dotando-se de expressões mais maleáveis e humanas, com o exagero sendo usado de maneira precisa.



Inicialmente Tio Patinhas era um coadjuvante nas histórias de Donald, o velho sovina foi ganhando cada vez mais espaço e projeção até ter sua revista própria em 1952. Esse crescimento de popularidade foi proporcionalmente acompanhado de um ganho de profundidade na personalidade do personagem, que teve sua história definida, da primeira moedinha (que guardaria como talismã para o resto da vida, sendo alvo de cobiça da feiticeira Patalójika) aos incontáveis bilhões que o levariam a possuir uma caixa-forte para guardar seu dinheiro.

 A futilidade de Margarida era utilizada por Barks para ironizar os radicalismos machismo/feminismo, além de render clássicas tiradas sobre relacionamentos. A mais antológica delas está na história "O Fazedor de Chuva" (The Rainmaker, link no fim da página). Quando Donald liga para Margarida convidando-a para um passeio e ela recusa por já estar comprometida em sair com o primo do próprio namorado (honesta a pata, não?), ele é abordado pelo "Monstro de Olhos Verdes", que lhe atira um vaso de "essência de fúria" para que ele tome uma atitude drástica. A cena toda é uma citação ao acesso de fúria de Otelo na peça epônima de Shakespeare, quando o mouro veneziano se diz atormentado por um "monstro de olhos verdes chamado Ciúme". Espetacular!

O melhor no texto de Barks era seu humor imprevisível. Apesar das intrincadas sagas envolvendo tramas históricas e do cinismo irônico que era empregado contra o materialismo rutilante dos americanos, nada era tão soberbo quanto sua finesse e mordacidade para criar frases de efeito ou finais fascinantes. Dentre as frases, é impossível listar todas ou mesmo algumas, visto o volume de texto que seria necessário para contextualizá-las. Mas vale citar uma, quando Donald, descrente quanto ao funcionamento de uma forquilha mágica que já se provara eficiente, resmunga: "se essa porcaria achou água, só pode ser o esgoto do inferno". Já os finais, esses eram a especialidade de Carl. Podiam ser ridículos, mas de uma lógica incontestável; óbvios, mas de uma forma na qual jamais pensaríamos; ou mesmo (e muito comumente) inesperados, os finais imaginados por Barks sempre subvertiam as expectativas do leitor e tornavam cada uma de suas histórias uma experiência única como um livro, mesmo que às vezes de poucas páginas.

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