O musical da Broadway inspirado no clássico de animação “Aladdin” (1992) recebeu cinco indicações ao Tony® Awards, a premiação de maior prestígio do ramo teatral, que revelará os vencedores no próximo mês, em cerimônia a ser realizada em 08 de Junho.
Entre as categorias a que fora nomeado estão: Melhor Musical, Livreto (Chad Beguelin), Trilha Sonora (Música por Alan Menken e Letras por Howard Ashman, Tim Rice e Chad Beguelin), Ator Coadjuvante em Musical (James Monroe Iglehart, pelo papel de Gênio) e Coreografia (Casey Nicholaw).
Além do Tony®, “Aladdin” também foi indicado como Melhor Drama em outras três grandes premiações do teatro: Drama Desk Awards, Outer Critics Circle Awards e Drama League Awards.
Depois de diversos anos em desenvolvimento, uma versão teste da adaptação começou a ser encenada em Seattle, Washington, em 2011. A estreia na Broadway, porém, aconteceu somente três anos depois, em Fevereiro deste ano.
O elenco da montagem é composto por: Adam Jacobs como Aladdin, Courtney Reed como Jasmine, James Monroe Iglehart como Gênio e Jonathan Freeman como Jafar. Freeman é o primeiro ator a recriar nos palcos um personagem que dublou originalmente em uma animação.
O clássico de animação “O Corcunda de Notre Dame”, lançado originalmente em 1996, está sendo adaptado para os palcos, pela La Jolla Playhouse em parceria com o Disney Theatrical Group.
Esta é uma reimaginação do musical alemão “Der Glöckner von Notre Dame”, produzido pela Disney entre os anos de 1999 e 2002, o qual fora dirigido por James Lapine (“Annie”, “Into the Woods”).
Com músicas compostas por Alan Menken e Stephen Schwartz, a nova peça terá o livro escrito por Peter Parnell (“Sorrows of Stephen”) e direção de Scott Schwartz (“Golda’s Balcony”). Josh Bergasse, da série “Smash”, será o coreógrafo.
Menken é reconhecido por seus trabalhos nos filmes “A Pequena Sereia” (1989), “A Bela e a Fera” (1991), “Aladdin” (1992) e “Pocahontas” (1995), pelos quais recebeu oito Oscars®, além de “Extra! Extra!” (1992), “Hércules” (1997), “Encantada” (2007) e “Enrolados” (2010).
Stephen Schwartz compôs as músicas de “Wicked” (2003), renomado musical da Broadway sobre as bruxas de Terra Oz, e contou com Idina Menzel (“Frozen: Uma Aventura Congelante”) e Kristin Chenoweth (“GCB”) nos papéis principais em sua estreia.
“Estou ansioso para colaborar com esta equipe criativa composta por Alan Menken, Stephen Schwartz, Peter Parnell e Scott Schwartz para trazer a clássica obra de Victor Hugo à vida,” disse Christopher Ashley, diretor de arte da La Jolla Playhouse.
“Fiquei particularmente intrigado pelos temas do musical de amor e solidão, obsessão e heroísmo – temas que ainda ecoam no nosso público hoje. Igual a ‘Peter and the Starcatcher’', este potente novo trabalho explora novas formas teatrais, um dos pilares da missão do Playhouse,” completa.
O musical será encenado entre 28 de Outubro e 07 de Dezembro de 2014 no Mandell Weiss Theatre, em San Diego, na Califórnia. Por ser tratar de uma versão de testes, não há previsão ou anúncio oficial de uma temporada na Broadway.
Aladdin é um querido clássico Disney, lançado em 1992, sendo parte da era Disney Renascença e 31º animado do estúdio. A animação foi um sucesso de bilheteria arrecadando mais de 500 milhões ao redor do mundo e ganhando o Oscar de melhor trilha sonora e canção original.
A ideia da animação partiu do letrista Howard Ashman (A Pequena Sereia, A Bela e a Fera), baseando-se na lenda árabe de ''Aladim e a lâmpada mágica'' de Mil e Uma Noites. Depois Ashman escreveu algumas músicas com o parceiro Alan Menken para o tratamento do filme; Linda Woolverton, que havia trabalhado no roteiro de A Bela e a Fera, foi chamada para escrever o roteiro de Aladdin, que passou por três rascunhos para o então presidente dos estúdios Disney, Jeffrey Katzenberg aceitar a produção.
Em seguida, os diretores John Musker e Ron Clements (A Pequena Sereia) se juntaram à produção, escolhendo Aladdin de três projetos oferecidos, que também incluía uma adaptação de O Lago dos Cisnes e Rei da Selva - que se tornou O Rei Leão.
Musker e Clements escrevram uma parte do roteiro, e entregou-o á Jeffrey Katzenberg em 1991. Katzenberg achava que o roteiro "não envolvia", e só depois o aprovou quando ele foi reescrito pela dupla Ted Elliott e Terry Rossio. Entre as mudanças, a mãe de Aladdin foi removida, a princesa Jasmine foi transformada é uma personagem forte, a personalidade de Aladdin foi reescrita para ser "um pouco mais áspero, como um jovem Harrison Ford , " e o papagaio Iago , originalmente concebido como um personagem britânico calmo e sério, foi reformulado em um papel cômico após os cineastas virem Gilbert Gottfried em Beverly Hills Cop II . Gottfried foi escalado para fornecer a voz de Iago.
Robin Williams, que havia trabalhado no filme da Disney/Touschstone Pictures ''Bom Dia, Vietnã'', aceitou á participa do filme com a condição de que seu nome ou imagem não fosse utilizado para marketing, e seu personagem (de apoio) não ter mais de 25% de espaço em arte publicitária, desde brinquedos . Por razões financeiras, o estúdio voltou atrás no acordo, e o genio aparece mais do quer 25% nos cartazes de publicidade o que casou uma briga entre Robin Williams e a Disney.
A principal questão que os animadores enfrentaram durante a produção de Aladdin foi a representação do próprio Aladdin.
Durante a produção, foi decidido que ele era muito moleque e não "suficientemente atraente", de modo que o personagem foi redesenhado para adicionar elementos derivados do ator Tom Cruise e Calvin Klein.
Cada personagem foi animado sozinho, com os animadores de consultoria juntos para fazerem as cenas em que os personagens se encontravam.O animador de Aladdin, Glen Keane, estava trabalhando no ramo da Disney na California, e o animador de Jasmine, Mark Henn, estava na Florida no Disney-MGM Studios, e eles tiveram que freqüentemente usar o telefone, fax ou enviar projetos um para o outro.
Os compositores Alan Menken e Howard Ashman junto com Tim Rice foram elogiados pela a criação de uma trilha sonora que é "sempre boa, rivalizando com a melhor dos outros musicais animados da Disney a partir dos anos 90". Menken e Ashman começaram a trabalhar no filme juntos, logo no inicio que o roteiro estava sendo escrito, e escreveram mais de 14 canções para um filme.
Infelizmente, Ashman não pode ver á animação que ele tinha dado á ideia nos cinemas. Ele morreu de AIDS no ínicio de 1991, fazendo Tim Rice assumir sua posição de letrista e terminar de escrever as músicas junto com Menken. Seis canções foram destaque no filme, três por cada letrista.
O filme ganhou muitos prêmios, principalmente pela sua trilha sonora de sucesso. A animação deu origem á vários materiais inspirados nos filmes, incluindo duas sequelas direct video: O Retorno de Jafar e Aladdin o Rei dos Ladrões, e ainda uma animada série de televisão, brinquedos, jogos de vídeo, spin-offs e outras mercadorias Disney.
Uma adaptação da Broadway para o filme está agendada para estrear em 2014.
Fiquem com á bela ''A Whole New World'' escrita por Alan Menken e Tim Rice, ganhadora do Oscar:
A ideia original de O Corcunda de Notre Dame, de acordo com o produtor Don Hahn (A Bela e a Fera), veio de desenvolvimento do executivo David Stain, sendo inspirado pelo conto de Victor Hugo do mesmo nome, em um filme de animação, depois de ler Classics Illustrated, uma adaptação em quadrinhos. Então, Stain propôs a ideia a Disney que chamou Kirk Wise e Gary Trousdale (A Bela e a Fera) para dirigirem o projeto.
O Corcunda de Notre Dame narra a história do Corcunda Quasimundo e sua luta para ser aceito na sociedade. O filme é o 34º Clássico Disney lançado nos cinemas em 21 de Junho de 1996, com músicas escritas por Alan Menken e Stephen Schwartz, que tinham trabalhado recentemente em Pocahontas. O filme apresenta vozes de Tom Hulce (Quasimundo), Demi Moore (Esmeralda), Tony Jay (Frollo) e Kevin Kline (Capitão Febo).
Gary Trousdale e Kirk Wise, tinham lido o romance de Victor Hugo, e estavam ansiosos para fazer a adaptação. Porém, fizeram várias alterações na história afim de torna-la mais acessível par as crianças. Isto incluiu tornar os heróis, Quasimundo, Esmeralda e Febo, mais simpáticos no filme, alterar O Arcebispo Frollo, para Juiz Frollo, afim de evitar polemica com a Igreja. Apesar disso, foi acrescentado um Arcebispo no filme.
Como a história e bastante sombria e triste, foi adicionado coadjuvantes ''engraçadinhos'' na forma de três gárgulas de pedra da Catedral, além de manterem Quasimundo e Esmeralda vivos no final. Assim, O Corcunda de Notre Dame da Disney, é vagamente baseado no livro de Victor Hugo.
Mas apesar das mudanças, a animação é considerada uma das mais ''sombrias'' da Disney, e abordar questões mais maduras como a luxúria, infanticídio, pecado, profanação religiosa, hipocrisia, conceito de inferno, preconceito, injustiça social, como a aceitação que Quasimundo tando anceia. As canções também contem bastante conteúdo maduro nas letras, como as palavras ''prostituta'', que na canção de Frollo introduz o conceito de indulgencia sexual, bem como frequentes menções verbal ao inferno.
(os talentosos animadores)
Os animadores do filme, visitaram a real Catedral de Notre Dame em Paris, por algumas semanas. E fizeram vários desenhos, além de fotos da arquitetura da Catedral, para serem mais fiel aos detalhes. Como a maioria dos filmes de animação, O Corcunda de Notre Dame, teve problemas com a história desde do início. Um deles, foi a seqüência de abertura que apresenta o nosso vilão, o juiz Claude Frollo. O veterano de histórias Burny Mattinson, tinham reunido uma seqüência muito eficaz. No entanto, a produção do chefe Jeffrey Katzenberg sentia que faltava algo. Com o tempo, a seqüência foi finalmente definida por música e storyboarded por Paul e Gaetan Brizzi . Os irmãos talentosos juntou à produção e - ao contrário da maioria dos animadores, eles realmente tinham vivido em Paris. Definida pela música de Alan Menken e Stephen Schwartz , essa seqüência de abertura é nada menos que brilhante.
No entanto, o número da dança de Esmeralda era outra coisa. Carinhosamente desenhada por Chris Sanders , a menina cigana foi um motivo de preocupação para as executivas do sexo feminino da Disney. Mais roupas e mais foram adicionados à Esmeralda, na esperança de "cobri-la". Outro momento também causou preocupação. Quando Frollo cheira o cabelo da moça, e novamente o público encolheu. Curiosamente, esta foi uma cena animada por uma mulher (Kathy Zielinski).
Como todos vocês provavelmente sabem, muito é cortado quando um filme está em desenvolvimento da história. Cenas e sequencias são excluida para melhorar o fluxo da história e desenvolvimento do caráter.
No entanto, existem ótima cenas excluídas. Tais como a a maravilhosa introdução criada por Brenda Champan, com crianças nas ruas de Paris contando histórias assustadoras do "monstro" na torre do sino, e depois é mostrada a primeira aparição do Corcunda.
É claro que todo filme tem suas questões sérias e tolas. "Como poderia voar gárgulas de pedra", perguntou o então CEO Michael Eisner . Aparentemente, nunca ocorreu na cabeça do chefe perguntar "Como é possível falar gárgulas de pedra?"
Quando inaugurado em 1996, O Corcunda de Notre Dame recebeu o seguinte consenso dos críticos: "A Disney assumi o clássico de Victor Hugo com um drama desigual, mas seu visual forte, temas obscuros, e mensagem de tolerância, faz um sofisticado filme medianamente infantil ". Apesar deste índice de aprovação, Rotten Tomatoes colocou em sua lista de filmes impróprios para as crianças.
Apesar de ter sido bem recebido pelos críticos de cinema, o filme recebeu duras críticas, dos fãs do romance de Victor Hugo, que estavam muito insatisfeitos com as mudanças que a Disney fez no material. Arnaud, um dos principais estudiosos sobre Hugo, acusou a Disney de simplificar, editar e censurar a novela em muitos aspectos, incluindo as personalidades dos personagens. Em sua revisão, Arnaud mais tarde escreveu que os animadores "não têm confiança suficiente em seu próprio sentimento emocional" e que o filme "cai em clichês." O Daily Mail de Londres, chamou O Corcunda de Notre Dame de "o filme mais sombrio da Disney, com uma atmosfera que permeia de tensão racial, intolerância religiosa e histeria ralá" e "a melhor versão do romance de Victor Hugo, uma obra-prima de desenho animado, e um dos grandes filme demusicais ".
Na sua semana de estréia, o filme estreou em segundo lugar nas bilheterias, arrecadando US $ 21 milhões. O filme viu pequeno declínio nas últimas semana e, finalmente, arrecadou apenas US $ 100 milhões nos EUA e mais de 325 milhões de dólares em todo o mundo, tornando-o o 5º filme de maior bilheteria de 1996.
A Bela e a Fera é o 30º Clássico Disney, sendo o terceiro da Era Disney Renascença, lançado em 13 de Novembro de 1991. O filme é baseado no conto de fadas de mesmo nome, escrito por Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont, com roteiro de Linda Woolverton, e histórias de Brenda Chapman, Roger Alles, entre vários outros, e dirigido por Gary Trousdale e Kirk Wise, com produção de Don Hahn. As canções foram escritas por Alan Menken e Howard Ashman, que tinham trabalho anteriormente em A Pequena Sereia.
A história gira em torno de um príncipe que por causa da sua arrogância e falta de amor, é transformado numa Fera, e numa jovem mulher chamada Bela, que acaba sendo aprisionada no castelo do príncipe. Para o príncipe se transformar em humano de novo, ele precisa amar Bela, e ela precisa corresponder seu amor, senão estará condenado a ser Fera para sempre.
O filme foi um sucesso significativo tanto de crítica como comercial, tendo arrecado 403 milhões em bilheterias ao redor do mundo, além de ter vencido o Globo de Ouro de melhor filme musical/comédia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original por ''beauty and the beast''.
O New York Times disse que ''A Bela e a Fera é o melhor musical da Broadway, que não está na Broadway, e sim nas telas do cinemas''. O crítico Roger Ebert deu quatro estrelas para o filme em quatro, dizendo que A Bela e a Fera ''remota aos velhos tempos mais saudáveis de Hollywood, em que os melhores escritores, músicos e cineastas se envolve para criar um grande filme que funciona também como entretenimento'', Ele classificou A Bela e a Fera como o 3º melhor filme de 1991.
Todo esta aclamação foi o suficiente para tornar A Bela e a Fera a primeira animação indicada ao Oscar de Melhor Filme. A animação recebeu um total de seis indicações ao Oscar's: Melhor Filme, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Canção Original três vezes por ''beauty and the beast'', ''be our guest'' e ''belle'' e Melhor Som, tendo vencido nas de melhor trilha sonora e melhor canção original por ''beauty and he beast''.
Depois de Branca de Neve e os sete anões, Walt Disney considerou A Bela e a Fera como o novo longa-metragem do estúdio. Mais a ideia foi abandonada por ser um desafio para a equipe de historia. E o artista Hean Cocteau fez a sua versão do conto em 1946, o que desanimou Walt Disney.
Décadas depois o projeto é ressuscitado em 1988, como um filme de animação. Richard Williams que dirigiu partes animadas de Uma Cilada para Roger Rabbit, foi chamado para dirigir, mais este não aceitou para prosseguir com o seu projeto de animação ''O Ladrão das Arábias''. Em seu lugar, Willliams recomendou o seu amigo e diretor de animação, Richard Purdum, que começou a trabalhar em A Bela e a Fera junto com o produtor Don Hahn. A Bela e a Fera seria uma animação não musical, e se passaria na França na era vitoriana.
A pedido do então CEO Michael Eisner, A Bela e a Fera foi a primeira animação da Disney a ser escrita em forma de roteiro. Algo em incomum nas animações, que em sua maioria são desenvolvidas em forma de storyboards não com um roteiro. Linda Woolverton escreveu a versão original da história, e depois o storyboards começaram, com Linda trabalhando com a equipe de história para reequipar e desenvolver o filme.
(Jeffrey Katzenberg vendo os storyboards com Roger Allers)
Ao ver os rolos dos storyboards inicial, o então presidente da Walt Disney Studios, Jeffrey Katzenberg, ordenou que o filme fosse demolido e começassem do zero. Alguns meses depois do reinicio, Purdam renunciou como diretor. O estúdio havia abortado Ron Clements e John Musker para assumir a direção, mais estes rejeitaram pós estavam ''cansados'' depois de terem dirigido recentemente A Pequena Sereia. Assim em seguida, a Disney contratou os diretores Kirk Wise e Gary Trouslade, que tinham dirigido um curta metragem para uma atração da EPCOT no Walt Disney World.
Depois, Jeffrey perguntou aos compositores Howard Ashman e Alan Menken, se eles podiam fazer um musical no estilo Broadway com A Bela e a Fera, do mesmo modo que fizeram com A Pequena Sereia.
Ashman, tinha descobrido recentemente que estava morrendo de Aids, e estava trabalhando no seu projeto de estimação, Aladdin, do qual ele foi compositor e produtor executivo, por isso, foi relutante em aceitar entrar na produção de A Bela e a Fera.
Para acomodar a saúde debiltada de Howard Ashman, a produção se transferiu de Londres, para Nova York, perto da casa de Ashman. Na cidade, Howard, Menken, os diretores, Kirk e Gary, o produtor Don e a roteirista Linda, deram reinicio ao roteiro do filme.
Howard Ashman e Alan Menken
Como na história original só havia dois personagens principais, os cineastas acrescentaram novos personagens na forma de objetos do palácio encantado para ''adicionar o calor e a comédia a uma história triste, e orientar o público através do filme'', e acrescentaram também um ''verdadeiro vilão'' Gaston. Estas ideias foram um pouco semelhante a versão francesa de 1946, do conto A Bela e a Fera, que também havia um pretendente para Bela, muito parecido com Gaston, além de objetos inanimados que ganharam vida no castelo da Fera. A diferença é que no filme da Disney, os objetos ganharam personalidades distintas.
Depois do roteiro ter sido aprovado por Jeffrey Katzenberg, em 1990 storyboards recomeçaram, e os artistas da Disney voavam da Califórnia até Nova York, para que os storyboards fossem vistos por Menken e Ashman. Mais na época, não foi lhes informado o motivo das viagens.
Assim, a animação foi desenvolvida na Califórnia, enquanto as músicas foram gravadas em Nova York.
''Belle'' foi a primeira composição de Ashman e Menken para A Bela e a Fera, ainda no processo de pré-produção. Durante o curso da produção, muitas mudanças foram feitas na estrutura do filme, que implicou na substituição e na re-destinação das músicas.
''Human Again'' foi retirada do filmes antes da animação ter começado, por que a sua letra causou problemas em que linha do tempo a história se passa. Assim, Ashman e Menken escreveram ''Something There'', em que a Fera e a Bela cantam de sua crescente afeição uma pelo outro. Mesmo assim, ''human again'' foi adicionada a versão da Broadway de A Bela e a Fera, e também numa nova sequencia especial na versão em DVD do filme em 2002.
A versão pop da canção-tema ''Beauty and the Beast'' cantada por Celine Dion e Peabo Bryson durante os créditos finais, se tornou um hit em vários rádios em 1991, e acabou dando fama a Celine Dion que não era tão conhecida na época.
A trilha sonora é o ponto alto de A Bela e a Fera, e os votantes do Grammy reconheceram isso, tanto que a trilha sonora de A Bela e a Fera, foi indicada a oito Grammy's: Álbum do Ano, Melhor Álbum para as Crianças, Melhor Pop Performance Instrumental, Canção do Ano, Gravação do Ano Melhor Pop Performance de um dueto ou grupo, Melhor Composição Instrumental para um filme e Melhor Canção escrita para um filme ou televisão. (as vitórias estão sublinhadas)
Alan Menken
Howard Ashman, que já teve uma postagem aqui no blog, morreu 8 meses antes do lançamento do filme, e na época, estava trabalhando nas músicas de Aladdin com Alan Menken, que foram terminadas por Tim Rice. Foi feita um dedicatória a ele nos créditos finais de A Bela e Fera.
A Bela e a Fera se tornou a segunda animação a usar CAPS, um sistema criado pela Disney em conjunto com a Pixar, com o objetivo de digitalizar a tinta, e pintar a animação tradicional no processo de pós-produção. O software permitiu uma ampla gama de cores, bem como o sombreamento suave e efeitos coloridos para os personagens, técnica que a Disney tinha perdido quando abandonou o uso da xerografia no final de 1950. O exito do CAPS principalmente na cena do baile, animou os executivos a trabalhar com a animação computadorizada.
As vozes originais são de Paige O'Hara como Bella, Robby Benson como a Fera e Richard White como Gaston. Bella foi animada por James Baxter, a Fera por Glen Keane e Gaston por Andreas Deja.
Depois do sucesso em 1991, A Bela e a Fera foi para os palcos da Broadway em 1994, foi lançado em DVD em 2002, além de relançado no cinema em IMAX, e em 2011 foi lançado em uma incrível Edição Diamante em Blu-Ray e DVD, com a imagem remasterizada para uma alta qualidade além de bônus especiais.
O sucesso do relançamento nos cinemas em 3D de O Rei Leão, deu forças para a Disney também relançar A Bela e a Fera em três dimensões nos cinemas, depois de 21 anos.
Nos Estados Unidos a re-estreia do clássico aconteceu em 13 de Janeiro, com grandes elogios pela qualidade da conversão em 3D. No Brasil, o relançamento chega no mês que vem, em 03 de Fevereiro.
Então você já sabe: Prepare os bolsos para ir aos cinemas rever este eterno clássico em três dimensões!
Alan Menken, fez a trilha sonora dos clássicos mais queridos de Walt Disney, na década de 90: A pequena sereia, A bela e a fera, Aladdin, Pocahontas, O corcunda de notre dame, e Hércules. Tendo ganhado 8 oscars pelo seus trabalhos em, A pequena sereia, a bela e a fera, aladdin e Pocahontas. 2 oscars por cada. E foi indicado por O corcunda de notre dame, Hércules, Encantada e Enrolados. Totalizando 19 indicações ao Oscar! Sendo o terceiro maior ganhador da estatueta na historia. Empatado com a figurinista, Edith Head e perdendo apenas, para o compositor Alfred Newman (9 oscars) e para Walt Disney (22 oscars)
Alan Menken nasceu em Nova York, numa família de Judeus; Filho de Judith e Menken Norman, um dentista. Desenvolveu o interesse pela música desde de cedo, estudando piano e violino. Depois da faculdade, participou da Lehman Engel IMC Oficina Teatral Musical. Durante este tempo, ele trabalhou como compositor de jingles e de músicas.
Nos anos 70, escreveu canções para vários shows que infelizmente não foram exibidos. Neste tempo, conheceu o letrista Howard Ashman (fiz um post sobre ele) e juntos fizeram as canções para a produção teatral, fora da Broawday ''God Bless You, Sr. Rosewater''. A peça foi bem recebida, mais Menken ficou famoso mesmo, na sua segunda parceria com Ashman, em outro musical fora da Broawday ''A Pequena Loja de Horrores'' em 1983, Que lhe rendeu uma indicação ao Drama Desk Awards. Depois ouve uma adaptação da peça para os cinemas em 1986, e Menken junto com seu parceiro Ashman, fizeram as músicas para o filme, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar. Mais tarde, o musical que virou filme, foi para Broawday.
Em 1983, recebeu um premio especial pelo seu conjunto de obras no teatro.
Sua carreira na Disney começou com a produção de A Pequena Sereia.
Howard Ashman, acabou se envolvendo com o desenvolvimento da historia de A Pequena Sereia, depois que fez uma canção para Oliver e sua turma. Ele queria que fosse um musical do mesmo modo que ele fazia com Menken. Não demorou muito para este se envolver com o projeto também. Logo ambos, se juntaram para fazer as músicas do filme. Alan Menken assumiu, a trilha sonora e a música como de costume, e Howard Ashman as letras das canções.
A Pequena Sereia iniciou uma nova fase na Disney, como eu disse no poster: A pequena sereia: O ínicio de uma era.
Acabou que a trilha sonora do filme deram aquele tom ''magia Disney'' que estava faltando nas animações do estúdio da década de 70 e 80.
Na Premiação da Academia de 1990, Menken saiu com duas estatuetas: De melhor trilha sonora original, e melhor canção original com Howard Ashman, pela música ''under the sea''. Confira o vídeo:
Abaixo, você confere os trabalhos de Alan Menken na Disney, e suas indicações ao Oscar:
1987
Nomeado, Melhor Canção Original (com Howard Ashman ) - "Mean Green Mother from Outer Space", por A Pequena Loja de Horrores.
1989
Vencedor, Trilha Sonora Original - A Pequena Sereia
Vencedor, Canção Original (com Ashman) - "Under the Sea", por A Pequena Sereia
Indicado, Canção Original (com Ashman) - "Kiss the Girl", por A Pequena Sereia
1991
Vencedor, Trilha Sonora Original - A Bela e a Fera
Vencedor, Canção Original (com Ashman) - "Beauty and the Beast", por A Bela e a Fera
Indicado, Canção Original (com Ashman) - "Belle", por A Bela e a Fera
Indicado, Canção Original (com Ashman) - "Be Our Guest", por A Bela e a Fera
1992
Vencedor, Trilha Sonora Original - Aladdin
Vencedor, Música Original (com Tim Rice) - "A Whole New World", de Aladdin
Indicado, Canção Original (com Ashman) - "Friend Like Me", de Aladdin
1995
Vencedor, Canção Original (com Schwartz) - "Colors of the Wind", de Pocahontas
Vencedor, Trilha Sonora Original (com Stephen Schwartz) - Pocahontas
1996
Indicado, Trilha Sonora Original (com Schwartz) - O Corcunda de Notre Dame
1997
Indicado, Canção Original (com David Zippel) - "Go the Distance", por Hercules
2007
Indicado, Canção Original (com Schwartz) - "Happy Working Song", por Encantada
Indicado, Canção Original (com Schwartz) - "So Close", por Enchanted
Indicado, Canção Original (com Schwartz) - "That's How You Know", por Encantada
2010
Indicado, Canção Original (com Glenn Staler) - "I See the Light", por Enrolados
Atualmente, recebeu uma indicação ao Tony Awards pelo seu trabalho no musical da Broawday ''Sister Act''.
Alan Menken, está trabalho no musical fora da Broawday, em Los Angeles. Além, de uma adaptação teatral alemã de O Corcunda de Notre Dame, e um Musical da Broawday baseado em Aladdin. Em Novembro do ano passado ganhou uma estrela na calçada da fama de Hollywood! Mais do quer merecido! Alan Menken não fez apenas as músicas da Disney Renascença, e sim, a música da infância de muita gente.
Quando a Disney mudou o nome do longa (que anteriormente seria Rapunzel) para Enrolados, muitos já foram criticando, dizendo que seria o Shrek da Disney, e que não teria nada haver com os clássicos da empresa. O filme surpreendeu a todos: recebeu 89% da aprovação segundo o Rotten Tomatoes. Que disse:
''Embora longe de ser um dos melhores filmes da Disney, Enrolados tem um visual deslumbrante e é bem divertido para os cânone clássicos do estúdio de animação.''
Com certeza, Enrolados foi um bela surpresa que agradou bastante o público americano. Tendo ultrapassado Harry Potter e as relíquias da morte - parte 1, nas bilheterias americanas.
No Brasil, o filme estreia em Janeiro de 2011, até la podemos conferir um pouco do que nos aguarda.
Sinopse: A Walt Disney Pictures apresenta ENROLADOS, uma comédia de animação musical com muita ação sobre uma menina com mágicos cabelos dourados de mais de 21 metros de comprimento. Rapunzel, a princesa que foi raptada do castelo de seus pais quando bebê (voz de MANDY MOORE) é mantida presa em uma torre e sonha com aventuras. Agora uma adolescente determinada e criativa, ela realiza uma fuga de arrepiar os cabelos com ajuda de um ousado bandido Flynn Ryder (voz de ZACHARY LEVI). Com o segredo de sua linhagem pesando na balança e seu captor em seu encalço, Rapunzel e seu amigo encontram aventura, emoção, humor e cabelos... muitos cabelos. Com música de Alan Menken, esta comédia reimaginada do clássico dos irmãos Grimm chega às telas dos cinemas em Disney Digital 3D™.
Alan Menken, é um Disney Legend, é o grande responsável pelo o sucesso das trilhas sonoras dos clássicos Disney, e também pelo sucesso dos clássicos não só na tela dos cinemas, mais também na Broawday.
Ganhador de 8 oscars, compôs as trilhas sonoras de A pequena sereia, A bela e a fera, Alladin, Pocahontas, O corcunda de notre dame, Hércules, Encantada, Nem que a vaca tussa, e agora Enrolados.
Menken, compôs as canções de Enrolados com o apoio de Glenn Slater. Ambos já tinham trabalhando anteriormente: Slater, substituo Howard Ashman na adaptação das canções de A pequena sereia, para Broawday. Porque, Howard tinha falecido em 1991.
Alan Menken e Glenn Slater
Rapunzel, foi dublada pela cantora/atriz Mandy Moore, que também cantou as canções de Rapunzel para o filme, e Flynn Rider foi dublado pelo ator Zachary Levi, que surpreendeu todo mundo mostrando que pode cantar.
Donna Murphy, vencedora de dois prêmios Tony® também está no talentoso elenco de vozes apresentado no filme, como Mãe Gothel (a vilã que sequestrou Rapunzel). Ron Perlman empresta sua voz ao irmão Stabbington, um dos bandidos parceiros de Flynn, e Jeffrey Tambor e Brad Garrett fazem as vozes de dois dos bandidos que Flynn e Rapunzel encontram ao longo de sua jornada.
“Enrolados é repleto de personagens hilários, mas também tem muita ação e emoção”, diz John Lasseter, diretor de criação dos Estúdios Walt Disney e Pixar Animation. “Nós quisemos criar um mundo e uma história singulares que evocassem o sentimento dramático e rico que é uma característica clássica da Disney, mas que também fossem novos e engraçados e que dessem ao público algo jamais visto em animação computadorizada. Os cineastas criaram um mundo que se desenvolve sob o alicerce do legado da Disney, mas que nos transporta para uma terra que é inteiramente nova”.
O produtor Roy Conli acrescenta: “É uma maravilhosa história de duas pessoas que ainda não sabem quem são e, ao longo do filme, descobrem seus respectivos destinos. Nós quisemos romper com alguns estereótipos que já haviam sido feitos. Flynn é um cara descolado, que já fez de tudo e já viu de tudo na vida. Rapunzel é uma garota ingênua ? mas esperta ? que vive protegida, e ainda não fez nem viu nada na vida! Ele ajuda a levá-la para um lugar em que ela possa ver a si mesma de forma mais clara, e ela ajuda a levá-lo para um lugar em que ele possa corrigir alguns dos erros que ele já cometeu na vida. Juntos, eles completam as lacunas que há nos dois”.
Lasseter lançou mão de dois dos mais reverenciados talentos para conduzir o 50º longa de animação da Disney.
A direção do longa fica acabo de Nathan Greno, que contribuiu com o roteiro de ''Irmão Urso'' e ''Família do Futuro'' e Bryon Howard, responsável pela direção de Bolt - supercão.
“Eles são alguns dos jovens diretores mais talentosos que eu já conheci”, afirma ele. “Eles têm um incrível senso de narrativa, mas uma das coisas que eu adoro neles é o senso de humor. Eles realmente entendem o que torna um filme da Disney um filme da Disney: a emoção. Walt Disney sempre dizia: “Para cada gargalhada, deve haver uma lágrima”. Eles têm um toque contemporâneo e novo para algo que é clássico da Disney.'' - John Lasseter
É muito difícil esperar até Janeiro para conferir essa bela animação da Disney! Mas com certeza, vai valer a pena cada segundo de espera.