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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Alice no País das Maravilhas

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Alice no Pais das Maravilhas, é o 13º Clássico Disney, lançado em 29 de Julho de 1951, pela RKO Radio Pictures. É produzido por Walt Disney, e baseado no livro do mesmo nome, de Lewis Carroll, com direção de Wilfred Jackson, Clyde Geronimi e Hamilton Luske. 

O longa animado conta a história da menina Alice, que cai na toca do coelho e vai parar no peculiar  País das Maravilhas, e conhece seres estranhos como o Chapeleiro Maluco, o Gato Cheshire e a maléfica Rainha das Copas.













A história da associação de Walt Disney com o conto de Carroll, começa bem antes da produção do filme lançado em 1951; E sim em 1923, quando Walt Disney ainda era um cineasta de 21 anos tentando criar sua própria empresa em Kansas City.  Quando ele fez sua primeira série de curtas animados, com sua empresa Laugh-O-Grams, ele não conseguiu recuperar os custos da produção. O jovem produtor lutou para criar curtas metragens na esperança de que um deles fizessem sucesso. A última dessas obras em Kansas City foi Alice's Wonderland, com uma menina em live-action (Virginia Davis) interagindo com personagens de desenhos animados. Embora encantador, o curta não recebeu muita atenção, e assim Walt Disney decidiu abandonar a produção de filmes animados, e deixou Kansas City para se tornar um diretor de cinema de live-action em Hollywood.

  Depois de meses tentando e falhando para encontrar trabalho em live-action, Disney cria junto com seu irmão Roy, a Disney Brothers Studio, e revive o sonho de produzir  filmes animados. 
O distribuidor independente MJ Winkler , descobriu o curta Alice's Wonderland e o acha promissor. Por isso, decidiu distribuir uma série chamada Alice Comedies para os irmãos Disney.                                         Walt entrou em contanto com seus colegas animadores de Kansas City, e os trouxeram para trabalhar em Hollywood na nova série. (um grupo de animadores, que hoje se lê como uma das maiores lendas da animação,que inclue Ub Iwerks, Rudolph Ising, Isadore Freleng e Hugh Harman) 
De 1924 á 1926, a Disney Brothers Studio produziu 50 curtas de Alice Comedies. O sucesso desses curtas mudos estabeleceu Walt Disney como produtor de cinema, e provavelmente o mais significativo até Mickey Mouse, o primeiro grande sucesso da Disney.


Walt Disney tinha uma afeição de longa data para com Alice no País das Maravilhas. Por exemplo, logo que ele começou a discutir a ideia de fazer longas-metragens , ele voltou várias vezes para a possibilidade de fazer uma versão em longa-metragem de Alice, mas por várias razões, essas tentativas nunca foram realizadas. Quando ele lançou sua tentativa de fazer um longa metragem de Alice, em 1933, a Paramount lançou sua própria versão em live-action do conto de Lewis Carroll, com um elenco de estrelas que incluía Cary Grant e direção de Joseph Mankiewicz (A Malvada e co- escritor de Cidadão Kane).
Mesmo assim, Walt não abandonou a ideia de fazer sua versão de Alice. Após o mega sucesso de Branca de Neve e os sete anões, Walt Disney registrou oficialmente o título Alice no País das Maravilhas com a MPAA , em 1938. Depois houve a devastação econômica da Segunda Guerra Mundial , bem como as demandas das produções de Pinóquio (1940), Fantasia (1940) e Bambi (1942) que empurraram "Alice" para o lado. Depois da guerra, em 1945, Walt Disney propôs uma versão live-action/animated de Alice no País das Maravilhas que teria como estrela Ginger Rogers e utilizaria as técnicas vistas no filme da Disney Você já foi a Bahia? (1944). Isso, também caiu completamente, e em 1946, iniciou-se uma versão totalmente animada de Alice no País das Maravilhas que apresentam direção de arte fortemente baseado nas ilustrações famosas de Sir John Tenniel . Esta versão foi planejada, mas acabou por ser rejeitada por Walt, que ainda pensava em uma versão live-action e animada do conto.


No final de 1940, as obras foram retomadas e um filme de Alice todo animado com foco na comédia, música e espetáculo, em oposição à fidelidade rígida para os livros e, finalmente, em 1951, Walt Disney lançou uma versão em longa-metragem de Alice no País das Maravilhas para os cinemas, dezoito anos após a primeira discussão de idéias para o projeto e quase trinta anos depois de Alice's Comedies.                              A versão final de Alice no País das Maravilhas seguiu as tradições dos filmes da Disney; apresentando como em Fantasia e Você já foi a Bahia?, em que Walt Disney destinou os recursos visuais e a música a serem a principal fonte de entretenimento, em oposição a uma narrativa bem construída como a de Branca de Neve ou Cinderela. Em vez de tentar produzir uma animação ''encenada'' dos livros de Carroll, Disney optou por se concentrar em seu capricho e fantasia, usando a prosa de Carroll como um começo, não como um fim em si mesmo.


Outra escolha decidida foi para o visual do filme. Ao invés de reproduzir fielmente as ilustrações famosas de Sir John Tenniel, uma abordagem mais simplificada e menos complicada foi utilizada para o desenho dos personagens principais. A artista Mary Blair  tomou uma modernista abordagem aos fundos de pinturas, no projeto de país das maravilhas, criando um mundo que era reconhecível, e ainda era decididamente "irreal". Na verdade, o uso de negrito de Blair é uma das características mais notáveis ​​da animação.

Finalmente, em um esforço para manter alguns dos versos criativos de Carroll, a Disney encomendou os melhores compositores para compor canções construídas em torno deles para uso no filme.     Alice foi dublada por Kathryn Beaumont e Ed Wynn fez o Chapeleiro Maluco. 

Wynn e Beaumont 

  • Recepção 

Todas estas decisões criativas foram recebidas com grande crítica dos fãs de Lewis Carroll, bem como do cinema britânico e críticos literários que acusou a Disney de "americanizar" a grande obra da literatura Inglês.  Walt Disney não ficou surpresa com a recepção crítica para Alice no País das Maravilhas - sua versão de Alice foi destinada para o público familiar de grande porte, não críticos literários - mas apesar de todos os longos anos de pensamento e de esforço, o filme foi recebido com uma resposta morna nas bilheterias e foi uma decepção forte em sua inicial lançamento. Embora não um desastre total, o filme nunca foi re-lançado nos cinemas na vida de Walt Disney; só algumas vezes passou na televisão.  O animador Ward Kimball sentiu que o filme falhou porque "sofria  também de muitos animadores e diretores,  cada um tentando superar o outro cara e fazer a sua sequência maior e mais louca na tela. Isto teve um efeito ruim no produto final ". O próprio Walt Disney sentiu que o filme falhou porque Alice não tinha ''coração''.

Quase duas décadas depois do seu lançamento original, o filme de Walt Disney se viu de repente virando moda com os tempos.  Na verdade, por causa do trabalho de Mary Blair e a associação de longa data de Lewis Carroll com a cultura das drogas que entrou em alta nas décadas seguintes. O filme foi redescoberto junto com Fantasia e Você já foi na Bahia? entre os alunos da faculdade e foi mostrado em várias universidades americanas. A Disney resistiu a está associação, e chegou a retirar o filme de várias universidades; Mas, em 1974, a empresa deu uma chance para Alice no País das Maravilhas, que foi re lançado nos cinemas, e a empresa ainda promoveu o filme com a onda psicodélica da vez. O sucesso do relançamento em 74, foi o suficiente para justificar outro relançamento em 1981.  

Depois de ser visto com outros olhos, e de ser lançado em Home Video, Dvd e Blu-Ray, o filme detém 80% de aceitação dos críticos no site especializado, Rotten Tomatoes, e recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original.



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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mary Blair - A arte moderna nas animações da Disney

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... Mary Blair foi uma animadora, que com suas cores imaginativas, conseguiu introduzir a arte moderna nos estúdios Disney, ao longo de 30 anos.                                        E os seus trabalhos inspirou filmes, e parques da DisneyLandia.
Frank Thomas disse: ''Mary foi a primeira pessoa que eu conheci, que tinha vários tons de vermelhos um do lado dou outro. Eu dizia: Você não fez isso! Mais Mary sim, ela tinha feito um excelente trabalho.''
Walt Disney amava o estilo doce de Mary fazer arte, e o seu toque ''infantil'' que ela dava as suas obras.          Foi o que disse o Disney Imagineering, Roland Crump ao historiador de animações, John Canemaker:                       ''Mary sabe se relacionar com as crianças, por isso, o seu modo de pintar é tão doce e maravilhoso.''

 Mary Blair nasceu em McAlester, no Okalahoma, em 1911.
Junto com um grupo de designers talentosos, ela ganhou uma bolsa na Chouinard Art Institute, em Los Angeles. Apos a formatura em 1933, no auge da Grande Depressão, ela conseguiu um emprego, na unidade de animação da MGM, em vez de perseguir seu sonho de ser artista plástica.

Em 1934, se casou com o animador Lee Blair, que também se tornou animador do estúdios Disney, e entrou junto com ela para a equipe em 1940.
Quando Mary entrou para a Disney, ela trabalhou em vários projetos como Fantasia. E em 1941, ela participou da expedição da Disney pela America do Sul, que teve as fotos da visita ao Rio de Janeiro, divulgadas aqui no blog.
Com uma cor única, Mary fez as artistas conceituas que serviram de inspiração para ''Canção do Sul'', ''Música, Maestro'', ''As aventuras de Ichabod e o Sr. Sapo'', ''Tempo de Melodia'', ''Alice no país das maravilhas'', ''Cinderela'' e ''Peter Pan''.

 Arte Conceitual de Alice no País das Maravilhas: Note como Mary Blair faz uma Aquarela com as cores, para mostrar a diversidade, e falta de sentindo do mundo de Alice.

A pedido de Walt Disney, ao longo dos anos, ela trabalhou na concepção de várias atrações e parque temáticos, da California e Flórida. Incluíndo o mural fantasioso no Grand Canyon Concourse, no Hotel Contemporânea no Walt Dinsey World Resort. Além de ter ganhando sua própria galeria na Disney.

  







Mary Blair faleceu em 26 de Julho de 1978, em Sequel na California. Foi uma das primeiras mulheres a ser declarada Disney Legend, em 1991.




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