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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Resenha: Frozen - Uma Aventura Congelante (2013)

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O filme estreia 03 de Janeiro de 2014 no Brasil.

Frozen, o 53º  Clássico Disney, com certeza vai ter um lugar especial nos corações dos disneymaniácos. 
O filme evoca perfeitamente os músicais dos anos 90, e ao mesmo tempo dá um toque de novidade á fórmula Disney. E o resultado disso é uma junção perfeita do velho com o novo, que funciona muito melhor que Enrolados.

Inspirado no conto A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, o enredo conta a história da princesa Anna (Kristen Bell) que junto com o alpinista Kristoff (Jonathan Groff),  parte em uma jornada para a montanha de gelo, na esperança de encontrar sua irmã, a Rainha Elsa (Idina Menzel), que acidentalmente condenou o seu reino, Arendelle, ao inverno eterno.


Conhecemos bem a formúla Disney: Fantasia, musicas, princesas, hérois....O roteiro brilhante de Jennifer Lee, faz  uso da formula Disney ao mesmo tempo que á recria com elementos novos. 
Seguindo uma estrutura coesa, a história nos soa completamente familiar, mais Lee é inteligente o suficiente para nos surpreender e criar uma reviravolta no climáx, e ainda reiventar o cliqué dos contos de fadas de forma satisfatória e comovente.
Lee que também co-dirige o filme ao lado de Chris Buck (Tarzan), já tinha mostrado esse talento para nos supreender em Detona Ralph, e eu espero que ela continue trabalhando na Disney por mais tempo.

Uma coisa que merece ser notada, é que Lee e Buck dirigem o filme de forma objetiva, sendo que aos 10 minutos inicias nos introduz a trama principal de forma inteligente, e consegue resumir 10 anos da vida das irmãs em 3 minutos.
Infelizmente, ao longo dos 90 minutos da projeção, Frozen desenvolve pouco A Rainha da Neve, que é a personagem mais interessante e complexa do filme.
De fato, as melhores cenas de Frozen são aquelas em que Elsa está presente: Todo o primeiro ato com as duas irmãs e que se encerra com ''Let it Go'', é superior á toda segunda parte do filme, que ganha força novamente quando Elsa reaparece em ''For The First Time in Forever (reprise)'' .
Pelo o filme não dar tanto espaço de tela para Elsa, a resolução final para seus conflitos soar superficial demais.


 Elsa é uma vitima da super proteção dos pais que á isolaram do mundo. Assim, á jovem cresceu insegura e dominada pelo medo de ferir os outros, e pelo seu temperamento, se deixando levar pelas suas emoções. Assim, quando Elsa ama, ama intensamente, e quando sente raiva, também é intensamente, e como são suas emoções que fazem seus poderes ativarem, quando ela está assustada ou com raiva, os resultados são desastrosos. A sua irmã Anna também exibe um temperamento facilmente excitável, embora seja mais controlada.

Anna é uma garota ingênua e carente, que vivendo praticamente sozinha sua vida toda não sabe se comunicar com as pessoas; e os animadores são inteligentes ao desenhar Anna com três jeitos nervosos no Dia da Coroação, e Kristen Bell dublar a personagem falando sempre de modo atrapalhado, mostrando sua ansiedade e insegurança ao conversar com as pessoas.
Uma princesa bastante divertida e determinada, Anna é uma ótima adição ao Hall de Princesas Disney.

Olaf, o boneco de neve, é um personagem inspirado que funciona perfeitamente como alivio cômico.
Kristoff é um jovem simpático que junto com Hans, criam uma subtrama romântica intrigante, mais que nunca ofusca a trama principal. Na verdade, um dos pontos positivos do roteiro é colocar como o objetivo principal de Anna salvar seu reino e se reconectar com sua irmã, deixando o amor em segundo plano. Sim, amar é importante, mais a Disney sempre colocou suas princesas como tendo se casar o principal objetivo de vida, o que é retrocado e machista. Embora isso já tenha começado á mudar nos anos 90, todas as histórias das princesas, com exceções de Merida e Mulan, giraram em torno do amor.
A Disney mostra que tem aprendido que garotas tem outros sonhos na vida além do casamento, e a canção  Let it Go, um hino poderoso de liberdade, é um exemplo perfeito disso.


A dublagem original é ótima, com Kristen Bell dando um tom de comédia á Anna, e Idina Menzel com sua voz forte, dando mais poder á Rainha da Neve.
Infelizmente, a Disney Brasil mais uma vez não acertou nas dublagens. A voz de Elsa não se adequa á personagem e a voz de Anna cantando parece de alguém mais velho não funcionando; as músicas adaptadas tiveram frases modificadas, que não são impactantes como as letras originais. 
Fábio Porchat conseguiu manter o ar de comédia em Olaf, mais sua voz não combina com o personagem, sendo asism, a dublagem de Frozen é tão problemática como á de Enrolados.

As músicas do casal Kristen e Robert Lopez (Winnie the Pooh) são excelentes, lembrando as trilhas de Alan Menken para os clássicos Disney; As canções expressam os sentimentos dos personagens e movem a narrativa, dando um toque de show da Broadway ao filme.
Para a direção de arte, só elogios, o visual de Frozen é de encher os olhos. A animação do cenário escandivo é bastante perfeccionista, principalmente a neve que flui na tela de maneira natural, dando uma incrivel sensação de magia; e como Anna, eu nunca pensei que o inverno pudesse ser tão bonito assim.

Emocionante e divertido, Frozen é um genuino clássico Disney que prova que mesmo depois de 76 anos que Walt Disney lançou Branca de Neve e os Sete Anões, a sua fórmula ainda funciona muito bem.

Nota: 9.0/10














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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Resenha: Enrolados - Clássico Moderno

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Flynn Ryder (Zachary Levi) é o bandido mais procurado do reino. Um dia, em plena fuga, ele se esconde em uma torre. Lá conhece Rapunzel (Mandy Moore), uma jovem prestes há completar 18 anos que tem um enorme cabelo dourado, de 21 metros de comprimento. Rapunzel deseja deixar seu confinamento na torre para ver as luzes que sempre surgem no dia de seu aniversário. Para tanto, faz um acordo com Flynn. Ele a ajuda a fugir e ela lhe devolve a valiosa tiara que tinha roubado. Só que a mamãe Gothel (Donna Murphy), que manteve Rapunzel na torre durante toda a sua vida, não quer que ela deixe o local de jeito nenhum.



É criativo Dan Fogelman (o roteirista) dar poderes mágicos aos cabelos de Rapunzel; Mas criativo até do quer o conto original. Com certeza Gothel tem bons motivos para prender Rapunzel naquela torre.
Porém, a história de Enrolados não tem a mesma força de um Pinóquio da vida, para entrar no top 10 dos melhores clássicos Disney. O roteiro é simples demais e pouco desenvolvido. E provavelmente, a animação 50 não vai ser a preferida de ninguém.

O visual de Enrolados é maravilhoso. A direção de arte e a fotografia estão de parabéns. Quando se assistir ao filme, se entende por que ele custou 260 milhões de dólares.
Um exemplo da qualidade visual da animação é o cabelo da Rapunzel, que é muito bem trabalhado, e a linda cena dos balões, que encanta pela beleza e realismo.


Enrolados, na tentativa de agradar os meninos, os diretores tentam fugir dos estereótipos de contos de fadas criados pela própria Disney. A começar pelo título Rapunzel que foi modificado para Enrolados. E a protagonista (Rapunzel) consegue se sair muito bem como nova Princesa da Disney: Ela é interessante, bastante curiosa e esperta. Rapunzel é como uma adolescente descobrindo o mundo; e a voz de Mandy Moore na versão original, tornou Rapunzel ainda mais moderna. 

Assim, Rapunzel se torna uma princesa que vai fazer as meninas se identificarem com ela. Mas como eu disse, a Disney quer tornar os filmes de princesas mais ''bem aceitos'' pelos meninos. Por isso, a historia é narrada por Flynn Rider, numa tentativa de diminuir o feminismo do longa: O que acaba não dando muito certo, já que a narração de Zachary Levi soa forçada e desnecessária.

Vale citar que em português Flynn Rider foi dublado por Luciano Huck. Que infelizmente é um péssimo dublador, e faz um trabalho extramente artificial e fora de contexto com o personagem. Por isso, é aconselhável assisti-lo legendado, se você quiser admirar o filme por um todo. Se você vê-lo dublado, provavelmente Enrolados vai perder um pouco de seu brilho, com a péssima dublagem de Luciano Huck. 



A animação dos personagens é ótima. Os animadores enchem os personagens de expressão, três jeitos e naturalidade; Isso não é nada novo, já que a perfeição na caracterização dos personagens, é algo que diferiencia os animadores da Disney, dos desenhistas de outros estúdios. 

O romance de Flynn e Rapunzel, apesar de ser convincente, é ofuscado na animação pelo relacionamento de Rapunzel com Mamãe Gothel. Jogando com o psicológico, como Frollo em O Corcunda de Notre Dame, Gothel usa desculpas como ''Eu faço isso porque eu amo você'' para prender Rapunzel naquela torre; Assim, depois de anos sendo torturada psicologicamente para não sair, quando Rapunzel finalmente saí, ela fica feliz e desesperada por esta desobedecendo a mãe. Esta cena que mostra a complexividade no relacionamento delas é bastante divertida, e merece destaque. 

Enrolados é um musical, ou seja, mesmo se modernizando ao século 21, a Disney não se esqueceu  de suas raízes. Além do mas, o que e um filme de princesa sem músicas? 
E para fazer as canções, a Disney chamou o ganhador de 08 Oscars, Alan Menken, que fez a músicas de A pequena sereia, A bela e a fera e etc. A trilha sonora de Menken para Enrolados não é excelente como a de Aladdin, mais é doce e move a narrativa; Sendo destaque a canção ''I See The Light'' (Enfim, eu vejo a luz brilhar) indicada ao Oscar.




A Disney marcou a infância das crianças do século 20. Todos lembram que filmes como Cinderela e O Rei Leão, trazia algo chamado ''Magia Disney'' para suas vidas. Com Enrolados, o estúdio mostra que ainda tem aquela mesma magia de antigamente. 
Assim, a animação de número 50 é divertida e mágica, e apesar de não ser um dos melhores clássicos Disney, ele é moderno e satisfatório.

Nota: 8.0/10

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