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sábado, 21 de janeiro de 2012

"Meu pai criou um padrão para as animações", exalta filha de Disney

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...Outra entrevista bem legal divulgada no Terra está semana foi com a filha de Walt Disney; Diane Marie Disney.


Walter Elias Disney Miller, neto de Walt, ao lado de sua mãe, Diane Marie Disney, filha do artista. Foto: Divulgação (Walter Elias Disney Miller, neto de Walt, ao lado de sua mãe, Diane Marie Disney, filha do artista)


Seu nome não diz muita coisa; suas feições, tampouco. Mas a simpática senhora de fala mansa e pouco afeita a grandes novidades tecnológicas é herdeira de uma das maiores e mais lucrativas empresas de entretenimento do mundo, responsável por moldar uma verdadeira cultura universal em torno de suas criações. Diane Marie Disney é a filha mais velha de Walter Elias Disney, mais conhecido como Walt Disney, fundador da Walt Disney Company e criador do mais conhecido personagem infantil da história, o camundongo Mickey Mouse. E seu orgulho pela carreira do pai é tão grande que, em 2009, quando somava 75 anos, tornou realidade um projeto de vida: a inauguração do Museu da Família Walt Disney, focado em mostrar o dia a dia do pai e, principalmente, o legado deixado por ele a todo o planeta.
"O tipo de entretenimento que ele produziu e do qual foi pioneiro, com todo o humor e as músicas, construiu um padrão para todas as animações que vieram depois", disse com a boca cheia ao Terra em entrevista para promover a versão platina de A Dama e o Vagabundo, que chega às lojas brasileiras nesta quarta-feira (18). "Além disso, ele mostrou que, se você quer fazer algo que ama e em que acredita, pode conseguir viver exclusivamente disso. Há vários caminhos possíveis para se atingir esse objetivo".
Além do museu em homenagem ao pai, Diane é secretária do conselho de diretores da Fundação da Família Walt Disney, dedicado exclusivamente a promover o ensino da história do artista a crianças em idade escolar. Foi por meio desses dois ofícios que a herdeira do "império" do entretenimento produziu um documentário em curta-metragem exclusivamente para a edição da animação da romântica história do casal de cães, famosa pela cena na qual dividem oniricamente um espaguete com almôndegas. "Falo sobre ele, focando especialmente no museu da família, que possui diversas mobílias da casa onde morávamos. Eu queria que as pessoas conhecessem a história dessa residência, um lugar muito precioso para mim".
Confira a íntegra da entrevista a seguir.
Terra - Quais novidades que a versão diamante de A Dama e o Vagabundo traz ao público?
Diane Disney - Para começar, a qualidade da nova cópia é muito melhor. A imagem, o som, tudo é muito mais claro e belo. Há também algumas sequências de animação inéditas, que não estavam na versão original pois foram cortadas da edição final. Além disso, o lançamento tem em seu conteúdo um documentário em curta-metragem que fiz sobre o apartamento de meus pais na Disneylandia, alvo de grande curiosidade para muitas pessoas.
Terra - Qual é o foco desse documentário?
Diane - Eu falo sobre meu pai, especialmente focada no museu de nossa família, em São Francisco, que possui diversas mobílias da casa onde morávamos. Eu queria que as pessoas conhecessem a história dessa residência, um lugar muito precioso para mim.
Terra - A senhora acompanhou quase desde o início a construção da Walt Disney Company, transformada em um verdadeiro império ao longo dos anos (Diane é de 1933 e a empresa foi fundada apenas uma década antes). Imaginava que o projeto de vida de seu pai se tornaria o que é hoje?
Diane - Não, provavelmente nunca. É tão imenso! No entanto, eu acredito que isso não o surpreenderia, pois ele tinha bastante claro em sua cabeça o rumo que as coisas deveriam tomar. Ainda assim, para mim, tudo isso é demais, impensável.
Terra - A construção do "império" Disney é toda envolta em situações de superação. A Walt Disney World, por exemplo, de longe o maior complexo de parques do mundo, foi erguida sobre um terreno improvável, um gigantesco pântano. Walt não teve a oportunidade de ver o parque ser finalizado, já que morreu antes disso, mas você acompanhou todo o processo. Como foi vê-lo concluído?
Diane - Na verdade, eu nunca realmente parei para pensar nisso. Se ele estava fazendo, é porque sabia que conseguiria terminar. Sem querer soar clichê, serei muito honesta: quando meu pai se propunha a fazer algo, pode ter a certeza de que ele o faria direito e até o fim. E eu não digo isso por ser filha dele. Sou muito sincera em relação a esse assunto.
Terra - Para a senhora, quais foram os principais ensinamentos deixados por ele para o mundo?
Diane - É tão difícil responder a essa pergunta. Afinal, sou muito próxima. Mas o tipo de entretenimento que ele produziu e do qual foi pioneiro, com o humor e as músicas, construiu um padrão para todas as animações posteriores. A partir daí, tanto a Disney quanto as outras produtoras as fizeram evoluir em diversão e qualidade, sempre a máxima possível, além de passarem a testar e usar até o limite tudo relativo à tecnologia que estava ao seu alcance.
Terra - Os Estúdios Walt Disney relançaram o longa O Rei Leão em 2011, desta vez em versão 3D, e, em suas duas semanas de exibição, o levou ao topo das bilheterias do mundo. Para a senhora, qual é o motivo de tanto sucesso hoje de uma animação originalmente lançada há mais de 15 anos e incansavelmente assistida pelas gerações posteriores?
Diane - Provavelmente é pelo fato de os adultos de hoje, crianças uma década e meia atrás, terem se interessado em levar seus filhos para ver essa animação, um grande clássico, além de terem a oportunidade de revê-la. Ainda não assisti a nova versão, mas ouvi dizer que é maravilhosa.
Terra - Estando tão próxima do que ocorre dentro da Walt Disney Company, a senhora deve ter percebido que o carro-chefe da empresa é cada vez mais as animações da Pixar, feitas com tecnologia digital. Ainda há espaço para as produções clássicas - a última, A Princesa e o Sapo, é de 2009?
Diane - Acredito que sim. De fato, acho que as pessoas até gostam mais delas do que dos novos filmes, feitos digitalmente. Recentemente, a série de animações Silly Symphony, a primeira feita por meu pai, foi exibida em um festival de cinema e as pessoas adoraram - particularmente, o episódio A Dança do Esqueleto, o primeiro a ser lançado por ele, em 1929.
Terra - Esse tipo de animação ainda é viável, tanto em termos de custos quanto de prazos?
Diane - Parece ser. Há, junto com os lucros das animações, aqueles vindos de merchandising, que fazem parte de toda a conjuntura de ganhos dos Estúdios. Essas animações também agregam muito à Disney como produções artísticas, pois são bastante especiais.
Terra - Quais outras animações clássicas serão relançadas pelos Estúdios Walt Disney?
Diane - Além de A Dama e o Vagabundo, teremos o relançamento, em Blu-Ray, de Cinderella, no outono de 2012 (primavera no Brasil).
Terra - A tecnologia 3D tem crescido de forma incrível nos últimos anos. A senhora a vê como o futuro do cinema?
Diane - Eu não sei. Quem poderia dizer? Honestamente, isso não me interessa. Eu não assisto nem à televisão em 3D, apesar de ter um novo e moderno set do aparelho com essa tecnologia na minha casa.
Terra - Os desenhos, personagens e produtos da Disney são conhecidos no mundo inteiro. A senhora vê a empresa como responsável por moldar uma cultura universal?
Diane - É verdade, eles realmente fizeram isso (risos). E sou muito grata por isso.
Terra - Conte-me um pouco sobre seu trabalho no Museu Walt Disney.
Diane - Bem, somos muito orgulhosos deste espaço. Nós o criamos com o objetivo de mostrar ao mundo meu pai como um ser humano. Sua história, exposta no museu, é muito inspiradora para as pessoas, que também têm a oportunidade de ver uma boa coleção de animações de nosso acervo, cada vez maior. Acho muito importante o trabalho que temos feito no museu da família.
Terra - A senhora fala muito em inspiração. Qual característica de seu pai causa isso nas pessoas?
Diane - Para mim, a principal é: se você quer fazer algo que ama e em que acredita, pode conseguir viver exclusivamente disso. Há um sem números de exemplos relacionados a isso, não só nas artes. Nossa exposição é meio que um show, um passeio com áudio e vídeo com a voz de meu próprio pai narrando a sua trajetória, que realmente é muito inspiradora. Se, por exemplo, você sonha em fazer moda, pode estudar e ganhar as habilidades necessárias para ser uma grande designer do ramo. Há muitos caminhos possíveis para se atingir o objetivo de obter sustento com aquilo que se ama.
Terra - Para finalizar, qual é a sua animação favorita dos Estúdios Disney?
Diane - Eu não tenho uma, gosto de todas. Elas são muito especiais para mim, além de serem muito diferentes umas das outras.
Terra - Não há nenhuma mais marcante para a senhora?
Diane - Ah, eu amo Pinóquio...amo todas. As histórias das animações são muito diversas e acabam sendo marcantes em diferentes momentos. Entre Branca de Neve e os Sete Anões (o primeiro longa da Disney, de 1937) e Pinóquio (o segundo, de 1940), por exemplo, há muitas diferenças. Depois, veio Bambi, muito emotivo, totalmente original, assim como Fantasia, orquestrado, sem falas, maravilhoso. Logo, não consigo pensar em uma específica para lhe dizer. Todas são especiais.
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